sábado, 25 de dezembro de 2010
“O Natal deveria ser banido.” Ozzy Orbourne – Black Sabbath
Doce descoberta
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
A vida só é possível reinventada"
Vídeo que criei como trabalho de finalização da disciplina Sociedade e Tecnologia orientado pela professora Lia Alvarenga.
Tema: "A vida só é possível reinventada"
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
A Posse
Adorava morar lá, os vizinhos eram educados. Eu e meu marido tínhamos vários amigos, diferente da minha filha que nunca a via com ninguém, imaginava que ela poderia ser muito tímida para fazer amizades. Por isso me esforçava para que ela encontrasse nos livros a alegria de quem amigos, mas não adiantava, ela não estava nem ai para os livros, preferia jogos eletrônicos e doces, muitos doces.
Houve um tempo que eu estranhei o comportamento de Gloria, todas as tardes ficava na sala de casa, como se esperasse por alguém, e esperava, porque todas as tardes a campainha tocava e ela ia até a porta, mas não demorava e voltava para sala com um sorriso de satisfação.
Certa vez, perguntei, a Gloria quem era a pessoa que ela recebia todas as tardes, e porque aquele momento a deixava tão feliz, ela nada disse, e eu já esperava por essa reação, ela era uma criança fechada. Como mãe, eu me preocupava, talvez por sentir culpa, por ela ser assim.
Numa tarde decidir, descobrir o motivo das visitas vespertinas que eram feitas para minha filha. Esperei a campainha tocar e logo em seguida apareci. A visitante, constante era uma menina de corpo magro e cabelos lisos, parecia muito triste e cansada, perguntei qual era o motivo das visitas, elas ficaram caladas por algum tempo e, em seguida, tentaram falar, cada uma com suas versões.
O motivo das visitas daquela garotinha era a promessa a que Gloria fizera, de emprestar “As Reinações de Narizinho”, de Monteiro Lobato, empréstimo que não havia sido feito, pelo fato de minha filha sentir prazer em ver aquela menina se humilhando todas às tardes.
Vi que aquela vitima de Gloria gostava muito de ler, afinal aquela persistência era uma prova do gosto que ela tinha pelos livros. Gloria nem tinha tocado, ela era tão cruel que eu nem havia percebido. Minha filha não tinha amigos, porque era cruel e soberba.
Não havia opção melhor que tentar conserta o erro dela. Decidir entregar o livro a aquela garota, dizendo que ficasse o tempo que quisesse, era uma forma de reparar a humilhação que aquela menina sofreu, e castigar Gloria, entregando aquele livro que era a arma de tortura que ela usava contra a colega.
Aquela garota saiu com o livro contra o peito, muito tímida, e seguiu andando como se levasse um vaso de cristal. O livro parecia frágil nas mãos daquela menina, fiquei ali parada, vendo ela ir pela rua, feliz e satisfeita.
Texto de: Silvana Dantas, Rebeca Fucs, Luana Fiquene
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Felicidade Clandestina
Por Marcos W. Oliveira e Rangel Querino
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Gorda, baixa, sardenta e de cabelos crespos, assim era Zefinha. Não surpreendia o seu desafeto pela leitura, não porque era feia, mas porque era má. Pois leitura é coisa de gente doce, e de doce só tinha as balas no bolso da blusa por cima do busto, o que a deixava ainda mais corcunda e desengonçada.
Porém, o seu pai era dono de livraria, quase uma qualidade, pois várias meninas de sua idade, amantes da leitura, sonhariam com essa realidade. Era fácil citar uma delas, como Laura, que morando num sobradinho no outro lado da rua, sentia um imenso prazer
Outro dia na escola, quase torturando, Zefinha revelou a todos - inclusive a Laura - que tinha em mãos, bem guardado e sem ler, o tal livro desejado. Laura sem titubear ousou e o pediu emprestado, foi algo assim: “pá-pum”. E obedecendo ao tempo mínimo pra resposta, Zefinha disse sim. Era quase indescritível a face de Laura justamente por comportar um reflexo de felicidade e grande esperança, portanto logo marcou de pegar a sua então alegria no dia seguinte.
Laura acordou bem cedo, só escovou os dentes porque era necessário. Ela pisava leve. Ela estava leve. Muito sorrateiramente, bateu na porta de Zefinha, e sem nem respirar, cobrou a dívida que lhe tinha feito. A garota má, quase amarga, sentiu-se doce ao dizer não e justificar a ausência do livro, disse-lhe que havia emprestado pouco antes de sua chegada. A face de Laura se viu no chão, era tão cabisbaixa sua aparência de volta à casa. Mas isso só fez com que começasse o ciclo de visitas diárias.
Sempre no mesmo horário e batendo três vezes na porta, Laura aparecia diariamente na casa de Zefinha. Mas num desses dias, a mãe daquela garota perversa surpreendeu as duas ao abrir a porta, certamente intrigada com a aparição diária de Laura a sua casa. Quis saber o que sucedia. Laura tomou a fala e explicou toda a situação, seu timbre de voz caracterizava a aflição. Dona Clarice, mão de Zefinha, sentiu-se desapontada com a filha e como castigo, não por isso apenas, mas também pela determinação de Laura, resolveu emprestar o livro, e disse-lhe que poderia ficar em seu domínio por quanto tempo fosse necessário.
Laura voltou para casa abraçada com o livro e novamente os seus cabelos voavam. Adiava a leitura, para sempre ter páginas para devorar. “Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.”
domingo, 24 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
SOBRE SUSTENTABILIDADE
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Arriscando-me: A Rosa o Lírio dentre outras flores...
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Relendo a Felicidade
Felicidade Clandestina
“Não quero ter a terrível limitação de quem vive o que apenas é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.”
Clarice Lispector
E foi assim... que lemos e relemos, sentimos,inventamos, recriamos A Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector.
Felicidade Clandestina
domingo, 17 de outubro de 2010
Reescrevendo " Felicidade Clandestina"
sábado, 16 de outubro de 2010
Coitados dos barraqueiros? E os banhistas? E a natureza?
Sem direito a passar cartão de crédito ou de debito automático, somos obrigados à levar quantidades de dinheiros nos bolsos, correndo o risco de molhar e ou perde-lo, coisa que até então, antes das demolições das barracas não era preciso. Os comerciantes tinham as benditas maquininhas práticas. E com certeza sem elas ficou muito ruim. Sem praticidade e dinheiro molhado.
E segue sem planos para os barraqueiros e também para os banhistas, enquanto os políticos insistem em me atormentar, pedindo votos no horário político eleitoral. Eu não consigo ter satisfação.
Vão se foder políticos filhos da puta! Moleques, hipócritas, cretinos, sacripantas e vigaristas.
Leitores desculpem os termos!
terça-feira, 12 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Trabalho sobre Homofobia
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
idiossincrasia Política Eleitoral (Mais Forma e menos Conteúdo mais uma vez)
domingo, 19 de setembro de 2010
A influência da TV nos pontos de ônibus
quarta-feira, 28 de julho de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
Indicação de filme: O DIREITO DE AMAR

Filmaço!
segunda-feira, 5 de julho de 2010
reflexões sobre a copa por Gabriel Couto

Talvez pesadelo nem seja a palavra, porque ainda pior do que isso é a sensação de um sonho sendo interrompido, com o agravante de 180 milhões de pessoas estarem tendo o mesmo sonho, e de maneira simultânea. É com o estado de luto que os brasileiros vão continuar o seu dia de 02/07/10, desolados, e sem compreender a maneira com que as coisas terminaram na África do Sul.
Apesar de resultados anteriores favoráveis, a seleção vai à copa com forte sentimento de desconfiança de grande parte dos torcedores. Com apresentações pouco convincentes e aparentemente sem ser muito exigida foi avançando na competição enchendo todos com a expectativa de mais um título mundial. Chega então o momento do teste, de provar que realmente existe uma chance de no final todos ficarem satisfeitos. E quando tudo parecia em perfeita sintonia, melhor mesmo do que se era esperado, o Brasil entra num verdadeiro colapso.
Toda a experiência, qualidade e principalmente a malandragem do país do futebol desaparece, e pra infelicidade de todos, além de desaparecer, veste as cores laranja e preto [uniforme holandês] e após 90 minutos faz os brasileiros chorarem.
É muito difícil medir o nível de importância que as coisas têm para as pessoas, sempre tem os que sofrem mais, os que sofrem menos, os que conseguem lidar melhor com algumas situações. É preciso frisar a paixão que o povo brasileiro tem por futebol, que é algo mágico, capaz de unir pessoas, nações, culturas em um único propósito. Capaz de fazer pessoas acostumadas a sofrerem devido às adversidades da vida, esquecerem seus problemas por algum momento, dando tanta importância, parando suas atividades do dia a dia e se dedicando tanto a torcer, mesmo sem ganho material. Esse é o espírito do brasileiro. Que talvez nem sempre seja levado pra dentro de campo.
Mas também sabemos da superação do povo brasileiro, de um povo sofrido, mas que a cada queda arranja um motivo maior para levantar. E é assim que vamos aguardar a chegada de 2014, quem sabe dentro de casa, com uma participação ainda maior, ainda mais calorosa conseguiremos atingir o tão esperado objetivo. Ser hexa campeão.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
O COSMOPOLITISMO DA VUVUZELA
No dia 15-06-2010 a Seleção Brasileira de Futebol, enfrentava a Coréia do Norte, equipe que não disputava uma copa do mundo há 44 anos, quando ficou conhecida como a zebra da competição de 1966, eliminando a seleção da Itália. Mesmo assim a nossa seleção não encontrou facilidades, muita marcação dificultou o toque de bola do Brasil, que arriscava bolas de longe sem muito êxito. O único com mais afinco era Robinho, que corria, brigava e emanava pedaladas ao som das vuvuzelas.
sábado, 12 de junho de 2010
O DERRADEIRO MERGULHO
quarta-feira, 9 de junho de 2010
histórias sob muitas rodas
Todo mundo tem uma história um tanto pitoresca em um ônibus pra contar. Na verdade, quem não anda de buzão não tem história pra contar. Seja numa viagem longa, a passeio, cantando os grandes hinos: “se a canoa não virar” e “a barata da vizinha”, ou mesmo em um pequeno percurso, indo ao trabalho, à escola, andar de ônibus é tão comum na vida moderna, que mesmo com tantos outros meios de transporte mais velozes, ele ainda resiste e nunca cai de moda.
Principalmente quando se vai viajar pra longe, há uma expectativa para saber quem nos fará companhia (ou descompanhia) na poltrona ao lado. Ainda tem gente que espera encontrar o príncipe encantado (ou princesa), trazido pelo acaso, ou fazer novas amizades. O pior é que nem sempre o que vem é o que se espera. É sempre um gordo que ocupa, além do seu espaço, um pedaço do nosso. E ronca, e mexe pra lá e pra cá. Ou às vezes uma mulher tagarela, daquelas que falam mais que a boca, contando lorotas e mais lorotas. Ainda tem as mães com as crianças pequenas que passam a viagem inteira chorando. Ou então, um indivíduo que tem “suvaqueira”. É um fedor brabo. E imagine isso no calor, não tem “fi de Deus” que agüenta.
E por falar em coisas nojentas, quem nunca enjoou em um ônibus? Bendito seja o Dramim, mas quando se esquece dele, o bicho pega. Se bem que tem gente que enjoa, mas não vomita. Agora um bocado não consegue segurar o que comeu, no estômago. Aí, coitado de quem está do lado. As poltronas mais concorridas são as da janela, as de números ímpares, que quando não são usadas pra se vomitar, servem para distrair, olhar as paisagens da estrada.
No buzão se vê de tudo e de todos. Tem os distraídos, que dormem demais e acabam passando do lugar que devia descer, indo pra um desconhecido. E tem os que dão dor de barriga sempre que vão viajar. Esses sempre reservam as passagens com as poltronas que ficam perto do banheiro, lá no fundão. Nas suas bolsas o que não pode faltar é o papel higiênico, já que nunca se sabe, vai que as empresas de ônibus não oferecem esse recurso. E tem os estressadinhos que passam a viagem inteira reclamando que não tem ar condicionado, que não tem água, que está desconfortável, que vai processar a empresa. Só fogo de palha. E tem os peidões, cada bufa fedorenta que você fica até fora de si, intoxicado. Se tampar o nariz, você os deixa sem graça. O jeito é agüentar.
São tantas histórias, são tantas figuras. Muitas também são as farofas, indispensáveis pra viagem. Muitos quilômetros rodados, em estradas boas ou esburacadas. Agora poucas são as aventuras de quem não anda de ônibus.
Ah, se os coletivos falassem... Erikson walla
esse texto foi produzido por um grande amigo meu Erikson walla e está inserido no blog dele http://www.eriksonwalla.blogspot.com/, ele é estudante de jornalismo e é cronista de um jornal regional "Acomarca",e estágiario da tv aratu, eu particularmente gosto muito dos textos produzidos por ele e das poesias também ...
Tairane Oliveira...
A LINGUA É VIVA
A linguagem começa como um sopro. O ar que vem dos pulmões é modelado por inúmeras possibilidades de abertura da boca e movimento dos lábios e da língua. Sobe, desce, entorta, recolhe. A cada mexida são formadas vogais, consoante, sílabas, palavras. Se você tivesse nascido e crescido isolado de outros seres humanos, provavelmente emitiria apenas gemidos.
Apesar de ninguém saber exatamente quando surgiram os idiomas, há algumas certeza: a língua é viva, acompanha um povo ao longo dos tempos, expressando uma maneira de organizar o mundo em nomes e estruturas linguísticas, mudando e reiventando-as com as pessoas."
Acessem: HistoriadaLínguaPortuguesa
Site elaborado pela Turma de LETRAS - Indicação: Marcelo Dalcom
terça-feira, 8 de junho de 2010
O poeta não morreu
Avise aos amigos que preparo o último verso. A vida dura mais que um poema e no alvorecer mais próximo saio de cena: com estes últimos versos, o poeta cachoeirense Damário Cruz começou a se despedir da vida.Não, esta homenagem não chega atrasada; primeiro porque eu já havia feito em outros meios para os quais também escrevo; segundo porque não há ocasião adequada para se render graças a um poeta, pois, sua poesia o torna atemporal, alguém que, mesmo depois da morte, pode viver...Às vezes, aquele que escreve, quando morre, fica sepultado também em palavras, e só pode ressuscitar - não em carne e ossos, mas em lembranças ou memórias - se e quando alguém o ler: a leitura dá vida; a leitura é vida! Fazer poesia ou escrever textos em prosa só se parece com não morrer se houver, hoje ou amanhã, algum leitor para estas prosa e poesia.Se e quando alguém ler aquele mais famoso poema de Damário da Cruz, impresso sobre a fotografia de um trilho de trem coberto de pedras e gramas e espalhado pelos espaços de arte alternativa nostálgico da efervescência cultural das décadas de 60 e 70 do século passado; se e quando alguém ler este poema, que leva o sugestivo titulo de "Todo risco" - "A possibilidade de arriscar é que nos faz homens/ Vôo perfeito no espaço que criamos/ Ninguém decide sobre os passos que evitamos/ Certeza de que não somos pássaros e que voamos/ Tristeza de que não vamos por medo do caminho" - se e quando isto acontecer, Damário ressuscitará, não da Cruz à qual está pregado em nome de batismo, mas das letras, que, quando não lidas ou não cumpridas, são mortas.Parafraseando o mestre João Guimarães Rosa, eu digo que um poeta não morre, fica encantado; mas o desencanto - ou melhor, a quebra do encanto, pois a palavra "desencanto" pode nos levar a caminhos tristes, o que não é o caso, já que eu me refiro a voltar à viver e que viver é bom, seja lá de que forma - a quebra do encanto só acontece se houver leitores ou, ao menos, um leitor... Leitor de verdade, não estes que se multiplicam por aí e que já chegaram à internet, mas não conseguem chegar às entrelinhas dos textos; com dificuldades com dificuldades para lidar com linguagens simbólicas, conotativas, enfim, incapazes de perceber ambigüidades e de abstrações e que, por isso, têm medo da poesia porque não sabem chegar a seus escuros - leitores que, infelizmente, são frutos da educação precária, pública e privada, que está aí. Espanta-me que muitos dos meus alunos do ensino superior assumam que não gostam de ler e tenham aversão a livros. Espanta-me que alguém que não goste de ler deseje o ensino superior.Espanta-me que ele tenha chegado ao ensino superior (e, antes, tenha passado pelos ensinos fundamental e médio sem se transformar num leitor de verdade). O que esperar da cultura de um país quando não se há leitores de verdade? Como pode haver memória sem leitura? Como pode haver crescimento sem memória? A leitura é a "chave do tamanho", para usar a expressão de outro mestre Monteiro Lobato, cujo livro Histórias do mundo para crianças me despertou, ainda menino, o gosto pelo nosso passado. Se eu tenho, hoje, este tamanho - e eu me refiro às minhas conquistas pessoas, profissionais e políticas, ou ao fato de ser um nome próprio - é por causa da leitura.Como escrevi no prefácio de meu terceiro livro, Tudo ao mesmo tempo agora, a leitura me fez e faz escapar dos destinos imperfeitos e da má sorte: a leitura de verdade, que permite ir além da denotação. E vai ser a leitura que vai me trazer de volta à vida quando eu não mais existir em carne e ossos: é o que eu espero que aconteça! Do contrário, estarei sepultado também em palavras, em letras mortas por falta de leitor. Só um leitor de verdade pode ter a vida nas mãos, a dos escritores e a sua própria. Só um leitor de verdade pode
Jean Wyllys escreve no CORREIO sempre nas sextas-feiras
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Texto por Fernada Fahel
O mundo esta cheio de diversidades sexuais, mas até que elas saiam do armário, ate que não exista mais a vergonha de mostrá-las, será uma luta. Por isso, hoje fiquei feliz em saber que a Parada Gay paulista é uma das maiores do mundo, se não a maior. Pois, de fato, a comunidade gay brasileira é imensa, porém ainda existem os “não assumidos”, mas que, a julgar pelos números, começam a tirar suas máscaras.Neste domingo, 06 de junho de 2010, cerca de três milhões de pessoas se juntaram na Avenida Paulista (SP) para defender os direitos da comunidade LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) na 14ª Parada do Orgulho LGBT. O evento, conhecido como Parada Gay, reuniu não só o público alvo, mas também héteros simpatizantes e curiosos.
É notável como a quantidade de simpatizantes cresceu de uns tempos para cá. As pessoas estão mais compreensivas e acolhedoras quando se trata de homossexualidade e isso é um avanço e tanto para a sociedade no que se diz respeito a um povo mais igualitário.
E é justamente com esse propósito de igualdade, que a Parada Gay é feita anualmente. Belíssima, divertidíssima e, é claro, coloridíssima como sempre, este ano ela começou ao som de um remix eletrônico do Hino Nacional Brasileiro e contou com mais de 20 trios elétricos, os quais o publico pôde acompanhar ao longo dos 3,5 Km percorridos.
É tão bonita a maneira como o público gay sabe e gosta de se expressar. Sempre animados e prontos para se divertir, eles, através das Paradas Gay, se tornaram um movimento de grande força no Brasil e no mundo, tomando até escalas políticas.
Nesse ano de 2010, o movimento gay trouxe um tema bastante sério, que foi: “Vote contra a homofobia: Defenda a cidadania”, com o intuito de trazer à tona a importância de eleger políticos comprometidos com o respeito à diversidade. "O que mais precisamos é da criminalização da homofobia", diz o coordenador-geral do mês do orgulho LGBT de São Paulo, Manoel Zanini, ciente de que, apesar dos muitos reconhecimentos jurídicos já conquistados, a questão da homofobia ainda não atingiu nenhum direito constitucional.
O impressionante, dado o ano em que estamos, é a ignorância política de não perceber que a discriminação contra o homossexual merece tanta atenção quanto à discriminação racial, já considerada crime no Brasil. É evidente o quanto a discriminação, de qualquer gênero que seja, é um atraso. Ela trás desunião, desentendimentos e, por fim, sofrimentos desnecessários.
A discriminação contra o homossexual é um ato inconseqüente, injusto e ignorante. É preciso acabar com essa visão “tapada” de que ser gay é anormal ou nojento. Não é. Ao contrario, sexualidade é algo inconstante e diverso e estaria sempre nos trazendo surpresas se nos permitíssemos explorá-la mais ao invés de julgar o que é diferente como inaceitável.
A Parada do Orgulho LGBT, que cresce a cada ano, é de extrema importância na luta contra a homofobia. Ser gay é normal, diferente do que muitos ainda pensam, e a quantidade de pessoas presentes na Avenida Paulista no dia 06 de junho, prova isso.
Kinsey
domingo, 6 de junho de 2010
"Alegria artificial"
As festas, “baladas” como dizemos hoje, são locais onde não se pode faltar uma bebida. Além destes,postos de gasolina, bares, qualquer lugar a noite você pode encontrar jovens se autodestruindo, onde acham que para curtir e aproveitar a noite tem que beber, e só assim,encontra a “alegria artificial”.
Durante estas noites regradas a bebidas que muitas vezes acontecem tantas coisas, besteiras, acidentes, mulheres se desvalorizando, meninos que se acham grandes - ou será grandes que tem atitudes de meninos? - fazendo pegas, e muitas vezes matando, ou ferindo pessoas inocentes no trânsito. Infelizmente, para estar entre esses jovens tem que fazer o que eles fazem se não você acaba sendo excluido, descriminado e se sente um “peixe fora d´água”. O que os jovens de hoje em dia pensam da vida? Pensam que curtir é se entregar às bebidas e às drogas e sair por aí fazendo o que tem vontade e acham que é divertido.Será que no fundo são felizes? E depois, quando chegam em casa, será que ficam tranquilos, bem com o que fizeram? O pior que muitos acham que sim, que estão sendo felizes assim, estão certos.
Mas os jovens tem que começar a rever seus conceitos, atitudes e saber que tem tantas outras maneiras de aproveitar a vida, curtir e além de tudo com consciência, sabendo o que está fazendo e depois poder ficar tranquilo.












