terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

QUEM MATOU MARIA HELENA?

Quando: Quintas e Sexta de Janeiro a Março. 20:30h
Valor: R$ 40 e R$ 20 (meia)
Onde: Teatro Sesc Casa do Comércio
End: Avenida Tancredo Neves, 1109. Pituba
Contato: Tel.: 3341-1310
Sinopse: Ator, diretor e autor conspiraram juntos. E a comédia policial escrita por Cláudio Simões ‘Quem Matou Maria Helena?’ volta à cena em remontagem dirigida novamente por Celso Jr e, claro, com o talento intacto e ainda mais amadurecido do protagonista-solista Frank Menezes. O imbróglio de um suposto assassinato da mulher Maria Helena, namorada do personagem Mário Augusto, que a descobre inerte em seu guarda-roupa, é o estopim de uma trama muito divertida, cheia de reviravoltas, reconhecimentos e outros tantos recursos do melodrama, incluindo também tratamentos muito emotivos, com teor de delicadeza contrastante e complementar à comédia. O diretor Celso Jr lembra que os elementos do melodrama policial estão presentes e que o escritor Cláudio Simões define a peça como uma "comédia policial".

A remontagem sugerida por outro craque da direção, Fernando Guerreiro, e logo aceita pela equipe de criação de ‘Quem Matou Maria Helena?' e pela produtora Edyna Pereira vai emocionar o público também pela vozes em off de dois grandes atores já falecidos: Nilda Spencer e Wilson Mello. Sem dúvida, a interpretação deles em momentos de profunda sensibilidade cênica de uma trama bastante complexa vai comover a plateia. Às vozes deles, juntam-se a do ator Harildo Deda também em magistral desempenho numa das locuções, assim como de Evelin Buchegger e do próprio diretor Celso Jr.


Embora lance mão de ingredientes de extrema emotividade no decorrer de um enredo com várias peripécias, o espetáculo tem um tom paródico e faz rir justamente quando assume suas semelhanças com o dramalhão risível. As referências ao novelão mexicano estão em recursos melodramáticos, como falsas pistas, vinganças, amor não correspondido, adoções de órfãos, entre outros códigos do sempre apaixonante gênero dramatúrgico, que com esta montagem é revisitado.


A direção musical reforça os traços do melodrama com a trilha integralmente extraída de telenovelas brasileiras, a partir de pesquisa feita pelo próprio autor Cláudio Simões. Na peça tem temas que foram sucesso das novelas O Clone e Pecado Capital, entre outras canções dramáticas e românticas, que sugerem amor verdadeiro e evoca algo da solidão do personagem principal da trama.

Ator solista, na verdade Frank Menezes interpreta vários personagens que contracenam entre si. Experiência e versatilidade aliam-se na representação do mocinho ofendido ou da mocinha injustiçada, do vilão maquiavélico ou da vilã vingativa. O personagem central Mário Augusto, no entender de Frank, "é um desesperado para reverter a solidão, com momentos de emoção genuína". Por seu turno, o diretor Celso revela sua inspiração em filmes de suspense e na cinematografia de Pedro Almodóvar, assim como as referências retiradas do melodrama de mistério.


sábado, 25 de dezembro de 2010

“O Natal deveria ser banido.” Ozzy Orbourne – Black Sabbath

Caro amigo(a) leitor(a), quem acompanha sempre meu blog, perceberá a similaridade desse tipo de abordagem, tal como desse texto a seguir. Podem comentar se quiserem.

Em mais um período de comemorações, o qual tem como base a estória e a religião, o verdadeiro significado celebrante é mascarado, mais uma vez, por o consumerismo-comemorativo.



Não me exponho aqui com a intenção de dizer que sou um anjinho da igreja, muito pelo contrário, outro dia até assustei uma amiga ao dize - lá que adoraria ver explodido o Cristo Redentor. Gostaria por o mesmo motivo hipócrita de que quando escuto “O Rio continua lindo” enquanto paralelamente famílias se agoniam de “sede por a falta de água de um RIO”.

E digo que se deve celebrar, relembrar e comemorar com amigos e parentes, que sejam queridos diga-se de passagem.  Fazer valer e relembrar as delícias da vida sem fazer sala para alguém. Isso não é justo, ou deveríamos fazer só porque é Natal...

Não faço em nenhum lugar e nem em data alguma.

Antes de vir para o interior onde geralmente sempre passo feriados e datas com meus familiares, dei uma passada em um Shopping em Salvador, e o consumerismo-comemorativo causador do Alzheimer da sociedade em relação à verdade das datas comemorativas, já se compunha naquele estabelecimento comercial.

Eu fui assistir a um filme: A rede social.

Foi uma das piores sensações que já tive. Por eu ter fobia ao estar em lugares com muita gente ou tumulto, presenciei a correria e a agonia das pessoas que se debatiam umas nas outras com suas sacolas de comemoração. E enquanto isso infelizmente eu andava por aqueles corredores enfermos até achar a saída mais próxima. 

Doce descoberta


Desvendei que tu gostas de Lírios, mas que Doce foi a Descoberta!
Doces daqueles que brotam da terra,
Sublime, que só se encontra na Garapa, isso mesmo, aquela erva.
E só podia dá em Lírios, mais um derivado da terra...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A vida só é possível reinventada"

Vídeo que criei como trabalho de finalização da disciplina Sociedade e Tecnologia orientado pela professora Lia Alvarenga.

Tema: "A vida só é possível reinventada"

domingo, 28 de novembro de 2010

domingo, 14 de novembro de 2010

A Posse

Eu, meu marido e minha filha, vivíamos num dos melhores bairros de Recife, tínhamos uma livraria e uma vida muito confortável.
Adorava morar lá, os vizinhos eram educados. Eu e meu marido tínhamos vários amigos, diferente da minha filha que nunca a via com ninguém, imaginava que ela poderia ser muito tímida para fazer amizades. Por isso me esforçava para que ela encontrasse nos livros a alegria de quem amigos, mas não adiantava, ela não estava nem ai para os livros, preferia jogos eletrônicos e doces, muitos doces.
Houve um tempo que eu estranhei o comportamento de Gloria, todas as tardes ficava na sala de casa, como se esperasse por alguém, e esperava, porque todas as tardes a campainha tocava e ela ia até a porta, mas não demorava e voltava para sala com um sorriso de satisfação.
Certa vez, perguntei, a Gloria quem era a pessoa que ela recebia todas as tardes, e porque aquele momento a deixava tão feliz, ela nada disse, e eu já esperava por essa reação, ela era uma criança fechada. Como mãe, eu me preocupava, talvez por sentir culpa, por ela ser assim.
Numa tarde decidir, descobrir o motivo das visitas vespertinas que eram feitas para minha filha. Esperei a campainha tocar e logo em seguida apareci. A visitante, constante era uma menina de corpo magro e cabelos lisos, parecia muito triste e cansada, perguntei qual era o motivo das visitas, elas ficaram caladas por algum tempo e, em seguida, tentaram falar, cada uma com suas versões.
O motivo das visitas daquela garotinha era a promessa a que Gloria fizera, de emprestar “As Reinações de Narizinho”, de Monteiro Lobato, empréstimo que não havia sido feito, pelo fato de minha filha sentir prazer em ver aquela menina se humilhando todas às tardes.
Vi que aquela vitima de Gloria gostava muito de ler, afinal aquela persistência era uma prova do gosto que ela tinha pelos livros. Gloria nem tinha tocado, ela era tão cruel que eu nem havia percebido. Minha filha não tinha amigos, porque era cruel e soberba.
Não havia opção melhor que tentar conserta o erro dela. Decidir entregar o livro a aquela garota, dizendo que ficasse o tempo que quisesse, era uma forma de reparar a humilhação que aquela menina sofreu, e castigar Gloria, entregando aquele livro que era a arma de tortura que ela usava contra a colega.
Aquela garota saiu com o livro contra o peito, muito tímida, e seguiu andando como se levasse um vaso de cristal. O livro parecia frágil nas mãos daquela menina, fiquei ali parada, vendo ela ir pela rua, feliz e satisfeita.


Texto de: Silvana Dantas, Rebeca Fucs, Luana Fiquene

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Felicidade Clandestina

Por Marcos W. Oliveira e Rangel Querino

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Gorda, baixa, sardenta e de cabelos crespos, assim era Zefinha. Não surpreendia o seu desafeto pela leitura, não porque era feia, mas porque era má. Pois leitura é coisa de gente doce, e de doce só tinha as balas no bolso da blusa por cima do busto, o que a deixava ainda mais corcunda e desengonçada.

Porém, o seu pai era dono de livraria, quase uma qualidade, pois várias meninas de sua idade, amantes da leitura, sonhariam com essa realidade. Era fácil citar uma delas, como Laura, que morando num sobradinho no outro lado da rua, sentia um imenso prazer em ler. Diferente de Zefinha ela tinha uns cabelos de milho, daqueles bem loirinhos que voavam ao vento pelas ruas de Recife. Imensa era a sua doçura, quase açúcar. Mas havia ainda um pedaço de si faltando, tal inexistência era representada pelo desejo de ter “As Reinações de Narizinho”, livro de Monteiro Lobato.

Outro dia na escola, quase torturando, Zefinha revelou a todos - inclusive a Laura - que tinha em mãos, bem guardado e sem ler, o tal livro desejado. Laura sem titubear ousou e o pediu emprestado, foi algo assim: “pá-pum”. E obedecendo ao tempo mínimo pra resposta, Zefinha disse sim. Era quase indescritível a face de Laura justamente por comportar um reflexo de felicidade e grande esperança, portanto logo marcou de pegar a sua então alegria no dia seguinte.

Laura acordou bem cedo, só escovou os dentes porque era necessário. Ela pisava leve. Ela estava leve. Muito sorrateiramente, bateu na porta de Zefinha, e sem nem respirar, cobrou a dívida que lhe tinha feito. A garota má, quase amarga, sentiu-se doce ao dizer não e justificar a ausência do livro, disse-lhe que havia emprestado pouco antes de sua chegada. A face de Laura se viu no chão, era tão cabisbaixa sua aparência de volta à casa. Mas isso só fez com que começasse o ciclo de visitas diárias.

Sempre no mesmo horário e batendo três vezes na porta, Laura aparecia diariamente na casa de Zefinha. Mas num desses dias, a mãe daquela garota perversa surpreendeu as duas ao abrir a porta, certamente intrigada com a aparição diária de Laura a sua casa. Quis saber o que sucedia. Laura tomou a fala e explicou toda a situação, seu timbre de voz caracterizava a aflição. Dona Clarice, mão de Zefinha, sentiu-se desapontada com a filha e como castigo, não por isso apenas, mas também pela determinação de Laura, resolveu emprestar o livro, e disse-lhe que poderia ficar em seu domínio por quanto tempo fosse necessário.

Laura voltou para casa abraçada com o livro e novamente os seus cabelos voavam. Adiava a leitura, para sempre ter páginas para devorar. “Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.”

domingo, 24 de outubro de 2010

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

SOBRE SUSTENTABILIDADE



Nos dias atuais percebe-se a grande importância do Marketing Institucional ou como queiram, a nova onda da sustentabilidade. Grandes empresas e instituições comerciais na grande maioria, começam a adotar esse modelo de responsabilidade solidária afim de ficaram com boa impressão perante aos olhos dos consumidores.

O mesmo comprador(a) que muitas das vezes, nem faz uma coleta seletiva de lixo em sua casa e nem controla o tempo do banho e o gasto de energia, adota de utilizar produtos como da Natura, Petrobras, Braskem, Camargo Correia, Suvinil, dentre outras empresas, as quais atuam incessantemente em ações de marketing, não só no segmento ambiental mas cultural, esportivo e social. E com esse tipo de ações, ganham destaque e conseqüentemente a preferência do público-alvo, que consome na intenção de estar fazendo a melhor escolha solidária.

Mas há muitos paradoxos. Um deles é se o produto da empresa sustentável for mais caro que o concorrente não sustentável, com absoluta certeza, a maioria dos consumidores preferirão o produto que, por fim,  menos pese no seu bolso. Outra contradição é que algumas destas empresas são responsáveis por danosos acidentes ambientais, desastres ecológicos, contaminações e poluição da natureza.

Hoje a empresa mais bem vista na percepção do consumidor Brasileiro é a Petrobras. Mas quantos acidentes ambientais esta instituição já causou? Hoje acredito que ela seja mais responsável e mais preparada para controlar muito bem suas extrações. Mas por se tratar de uma empresa que extraí matéria prima extremamente poluente, não podemos descartar que acidentes ecológicos aconteçam.

Um drástico acidente ambiental e fresco na nossas mentes, é o derramamento de óleo que ocorre no Golfo do México, que aliais segundo estudos, seus danos serão estendidos para a Europa, atingindo países como a França e a Inglaterra. Seus estragos já matam corais próximos a ilhas e a paraísos naturais, e que podem desaparecer por não possuir mais essa proteção natural. Infectam animais e desempregam pescadores, causando caos na natureza e na economia de diversas sociedades.

E é isso que me preocupa. A gasolina brasileira continua uma das mais caras do mundo, apesar do país ser um dos maiores produtores mundiais, de ter descoberto diversas jazidas de petróleo no fundo do mar, de ser uma empresa estatal, ela é como qualquer outra empresa que utiliza matéria prima da natureza. Desejo que quando começarem a explorar as jazidas de Pré-Sal, não ocorram acidentes ecológicos danosos, que nossa gasolina baixe de preço, que a estatal sirva de verdade como responsável solidária, investindo como prometido pelo Presidente da República Lula, em áreas como: Saneamento Básico, Educação, Saúde dentre outros setores precários da sociedade e que realmente precisam de  responsabilidade social.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Arriscando-me: A Rosa o Lírio dentre outras flores...



Ambas com suas pétalas encantadoras
Carregadas de sentidos, de cheiros e gotículas
Estejam elas no bosque ou na mesa da garota adorada
Cada uma delas emerge de um sentimento
Que nenhum verso se pode falar
Nem a boca pode-se explicar
Quanto a sensação no ato de quem dar
E de quem recebe flores.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Relendo a Felicidade

Felicidade Clandestina

“Não quero ter a terrível limitação de quem vive o que apenas é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.”

Clarice Lispector

E foi assim... que lemos e relemos, sentimos,inventamos, recriamos A Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector.

Felicidade Clandestina

Eram duas garotas que moravam no Recife.Carolina era magra, alta, tinha cabelos lisos e loiros, Débora era gorda, baixa, tinha cabelos crespos e ruivos e não tinha gosto pela leitura.
Certa vez na escola, Débora informou a Carolina, em uma de suas conversas , que possuía o livro " As Reinações de Narizinho", de Monteiro Lobato.Carolina muito animada, resolveu ousar pedir o livro emprestado e obteve como resposta que o teria no dia seguinte.
Pela manhã, Carolina acordou bem agitada, tomou um copo de leite, deu um rápido " tchau" a sua mãe e saiu.Chegando a casa de Débora, logo percebeu a diferença entre o sobrado em que vivia e a maravilhosa casa que estava diante de seus olhos.Débora atendeu-a na porta e avisou que havia emprestado o livro, tão desejado, à outra pessoa e que Carolina voltasse no dia seguinte.
Foi assim, que na manhã de quarta-feira de primavera, Carolina passou novamente na casa de Débora e, apesar do grande sorriso e expectativa, soube que o livro ainda não estava sob posse da garota e então percebeu que aquela cena iria se repetir como um plano diabólico.
Carolina sabia que o tempo para obter o livro era indefinido e, continuava a ir a casa de Débora diariamente. Até que um dia, quando estava ouvindo mais uma recusa, Carolina surpreendeu-se com a aparição da mãe de Débora, que estranhara aquelas visitas matinais.Ela pediu explicações às meninas e a situação ficou confusa, até que virou-se para a filha relatando o fato do livro nunca ter saído da casa, até porque Débora não havia se interessado pela leitura.
Entendendo o plano e perversidade da filha, dona Maria fez questão de emprestar o livro a Carolina e avisou que ficasse com ele por quanto tempo precisasse.
Carolina recebeu o livro estonteada e saiu devagar.Chegando em casa, nem começou a lê-lo, criava dificuldade para aquilo que considerava uma felicidade clandestina.

Por Laís Lopes, Thaís Barcellos e Weslei Gomes.

domingo, 17 de outubro de 2010

Reescrevendo " Felicidade Clandestina"

Praticar o hábito de leitura, para muitos alunos de uma escola em Recife, era uma tortura, ninguém queria perder tempo em uma monotonia imensa.Mas nem todos pensavam assim, Clara era apaixonada por livros, flutuava e fantasiava tudo o que lia, porém não tinha condições financeiras para obter os livros desejados.Todos se encantavam com ela, tão diferente. Apesar de ser uma garota com uma beleza invejável, ela pouco se importava com esses requisitos, tudo o que queria era ler e ser uma grande escritora. Passava horas e horas vislumbrando a vitrine da livraria, e seu maior sonho era obter a coleção de Monteiro Lobato, bem aquela exposta na vitrine e também a mais cara.
Dina, sua colega e filha do dono da livraria, sempre se enfurecia com Clara, pois ela sempre ficava na porta da loja e seus pais sempre fazia comparações com ela ainda mais por Dina ser uma garota sem atrativos, não tinha nem o gosto pela leitura, mas tinha todos os livros, porém nunca teve o mínimo de interesse pela leitura.
Ela se sentia triste e com raiva de Clara, pois todos a esqueciam e ficavam sempre a exaltar a garota bonita, mas isso não seria somente triste para ela.Clara também precisaria de uma lição, se o que ela mais queria era os livros de Monteiro Lobato, teria que se humilhar aos pés de Dina.
Então, a menina começou a espalhar pela escola que tinha muitos livros e os de Monteiro Lobato eram os melhores, e Clara, ao escutar aquilo pediu-os emprestados, a garota com cara de sonsa disse que que ela poderia ir até sua casa e pegar, mas que ela chegasse cedo pois tinha outras pessoas querendo ler também.
No outro dia cedo, Clara foi em busca de seu sonho, com uma alegria imensa nos olhos.Mas, ao chegar na casa de Dina e pedir o livro, teve uma grande decepção, o livro já não estava lá e então foi embora triste, mas logo essa tristeza se dissipou, pois ela sabia que ia ter o livro no outro dia, mas essa tortura perpetuou por muito tempo. Mas outro dia em que fora até a casa de Dina, foi recebida pela mãe da garota e contou-lhe o que tinha ido buscar. A mulher ficou surpresa, e percebeu que a filha estava caçoando da cara de Clara, então pegou toda a coleção e entregou para Clara e disse que era um presente. A menina não se conteve e desabou em lágrimas, mas não de tristeza, sim de alegria. Então pegou os livros e saiu agarrada a eles, como se fosse tudo o que possuísse na vida.



Tairane Oliveira
Sandra Queiroz

sábado, 16 de outubro de 2010

Coitados dos barraqueiros? E os banhistas? E a natureza?


Caros amigos e colegas leitores, me desculpem a demora em escrever. Recebi pedidos então lá vai um texto pra matar a vontade minha e de vocês. Para quem interessa:


Na manhã de um feriado desses, lá vou eu pegar uma praia, tomar uma cerveja gelada, sentar, comer e conversar sem hora pra voltar para casa com minhas companhias. Escolhi parar de primeira bem ali pelos arredores de Jaguaribe. A primeira conversa que surge é sobre a situação dos barraqueiros. Coitados estes, banidos de trabalhar dignamente nas praias de Salvador e Região Metropolitana.

Os comerciantes por sua vez se viram, levam nos seus isopores e freezers: cerveja, água, refrigerantes, água de côco. As baianas de acarajés continuam vendendo seus quitutes deliciosos pra nossa sorte. Cadeiras, mesas e sombreiros se tornaram opções de luxo e estão sendo extremamente disputadas pelos banhistas que chegam alugar na mão dos barraqueiros por R$ 20,00 uma mesa com 4 lugares e um sombreiro. Um tremendo absurdo.


Sem direito a passar cartão de crédito ou de debito automático, somos obrigados à levar quantidades de dinheiros nos bolsos, correndo o risco de molhar e ou perde-lo, coisa que até então, antes das demolições das barracas não era preciso. Os comerciantes tinham as benditas maquininhas práticas. E com certeza sem elas ficou muito ruim. Sem praticidade e dinheiro molhado.

Não ouse chegar a partir das 10 da manhã pois, não achará mesa pra se sentar. E exatamente foi isso que aconteceu conosco. Toda vez que conseguíamos ver uma mesa vazia, já tinham pessoas à espera.

Resolvemos então ir para Praia do Flamengo. Mas antes ainda em Jaguaribe, andando pela areia tentando achar uma mesa, não observei uma lixeira sequer. O que pude ver, foi a drástica situação das praias, extremamente cheias de lixos que eram jogados, em um gesto cômodo, pelos irresponsáveis banhistas. Tive a noção ali do homem porco. Ah e esse sim, não deve se importar com a ausência dos chuveiros.

Na saída para pegar o carro, um senhor, funcionário que organizava os estacionamentos da Prefeitura, me mostrou fios desencapados que podiam causar acidentes e me pediu que avisasse aos que estavam comigo sobre o perigo. E foi o que aconteceu no local apontado. Fiquei sabendo mais tarde ao chegar em casa, quando lia o jornal online, que dois jovens se machucaram ao pisar naquele fio elétrico. Choque!

Ao chegarmos na Praia do Flamengo, esquecemos que não existiam mais aquelas barracas legais. E sem mesa e sem cadeira, ou sem lenço e sem documento, passamos alguns minutos, talvez uma hora e partimos todos embora para casa.


A situação naquela praia era melhor em relação a sujeira. Na praia não vi lixo, mas as calçadas, estavam quebradas e com os restos das barracas. Muitos vergalhões enferrujados e escondidos pela areia, atuavam como armadilhas na iminência de causar um acidente. Para piorar a falta de mesas, cadeiras e das benditas maquininhas de cartão de crédito continuavam a incomodar todos.

Enfim, ir na praia agora só bem preparado. Com mesa, cadeiras, sombreiro, caixa térmica e tudo o que for utilizar. Não esqueça também de levar garrafas de água para tirar o sal,  e seu saco de lixo que nem precisa ser biodegradável.


E segue sem planos para os barraqueiros e também para os banhistas, enquanto os políticos insistem em me atormentar, pedindo votos no horário político eleitoral. Eu não consigo ter satisfação.


Vão se foder políticos filhos da puta! Moleques, hipócritas, cretinos, sacripantas e vigaristas.


Leitores desculpem os termos!


Até quando esse pesadelo continua?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Chimamanda Adichie: O perigo de uma única história

A quem interessa:

(Parte 01)


(Parte 02)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Trabalho sobre Homofobia

Não sei se todos sabem, mas além da disciplina de Oficina de Leitura e Escrita, eu também ensino Estudos Culturais. E minha turma de Gastronomia fez diversos seminários sobre preconceito (os mais diversos), sobre intolerância religiosa, preconceito racial, contra o gordo, contra o idoso e sobre homofobia. Todos apresentaram seus seminários com total liberdade. A equipe que falou sobre homofobia apresentou também alguns vídeos produzidos ou não por eles e encerrou com este clipe criado pela própria equipe de uma música muito linda. Vejam, Comentem, indiquem.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

idiossincrasia Política Eleitoral (Mais Forma e menos Conteúdo mais uma vez)



Bem como estamos em tempo de campanhas eleitorais, me surgiu o interesse de escrever sobre o tema. No texto abaixo analiso as presentes apresentações e posturas dos candidatos, confrontando com a realidade atual da sociedade a qual estamos, eu e vocês, inclusos.

Digo ainda antes de mais alguma coisa: “quem sou eu para assumir o que um cidadão de baixa renda sente na pele o dia-a-dia”. Falo daquele que dorme nas calçadas enrolados em sacos plásticos e são confundidos com animais, abordo sobre o cidadão que acorda cedo e enfrenta antes do trabalho, um transporte público de péssima qualidade. Só frisando a situação de Salvador que não tem um metrô, e suas obras passaram mandatos na administração de governos de ideologias partidárias de esquerda e direita e não se resolveu nada até o momento.

Mas a maioria da população por falta de instrução e muitas vezes também, por mera acomodação, não se mostram revolucionários para mudar a cara dos políticos do nosso país. Uma vez estudando durante a graduação o assunto Marketing Político, aprendi que o Marketing Eleitoral, este que está contido no Marketing Político, é executado meses antes das eleições, isso que o diferencia do Marketing Político. Mas o que mais achei interessante aprender, que na campanha política eleitoral  – A forma é mais importante que o conteúdo – Ou seja, os sorrisos, as roupas, a estética e a oratória persuasiva e enganadora são o que mais conta pra se disputar as eleições. Ressalto também os candidatos “artistas”, que só por possuírem fama, sendo em alguns casos até analfabetos funcionais, conseguem arrancar votos do eleitor com a maior facilidade, estes irão nos representar.

Meus caros, o idílico ganha as eleições. Quatro meses ou menos de superficialidades e mentiras principalmente, é o que influencia a opinião e determina conseqüentemente quem vai nos governar por oito anos seguidos. Você me pergunta agora oito anos? Não estou falando da legislatura de um Senador, mas já das próximas reeleições daqui a quatro anos. “Mesmo sendo um político ruim, é muito difícil perder a próxima” deve dizer o atual prefeito de Salvador. Acontece também quando o candidato não pode se reeleger mais depois de dois mandatos, então ele coloca outro em seu lugar, e pela sua influência constituída através do marketing político, este que é aplicado durante todos os anos de mandato e não só em quatro meses, reforça a campanha do atual candidato(a) apoiado e isso se dá mais oito anos de governo. Completando-se assim dezesseis anos seguidos.

Falo que é idílico porque o pais enfrenta problemas crônicos em todos os setores, política, economia, educação, drogas, segurança pública. Os políticos repetem mais uma vez, toda aquela ladainha, que confiem neles, pois irão fazer isso e aquilo e vão melhorar principalmente a educação, saúde e segurança pública. E com isso a maioria da população, sem senso critico, acomodados, iludidos e com suas bolsas de credito, o que pra mim, tipos de auxilio como este só confirma a grande miséria e pobreza da população que se influência fugazmente mais uma vez.

domingo, 19 de setembro de 2010

A influência da TV nos pontos de ônibus




Era um fim de tarde de sexta-feira no centro de Salvador. As pessoas saiam do trabalho em busca de descanso ou diversão. Alguns tomam uma cervejinha gelada ainda no ponto de ônibus, fazendo daquele momento um prazeroso Happy Hour.

E eu ali, esperando o transporte para ir pra casa e pensar em fazer algo mais tarde com minha tribo.
Um pouco mais atrás de mim, vejo chegarem duas jovens, pareciam serem aquelas secretarias tagarelas que não satisfeitas com o horário de trabalho roubado pra conversar tanta baboseira, continuam demasiadamente conversando incansavelmente no ponto de ônibus. Enquanto elas chegam, um mendigo lhe pedem uma ajuda. Absolutamente ignorado, de forma mal educada e grosseira pelas garotas, ele se retrai, aceitando o que acabara de passar. Eu vou até ele, estendo a mão e lhe dou algumas moedas. Sou agradecido com um sorriso.

As moças continuam chamando atenção, dessa vez com gestos extravagantes, vozes e risadas absurdamente altas. Passei a prestar atenção no conteúdo da conversa delas. O assunto permeava sobre a historia de um rapaz de família rica e que se envolveu com drogas. Ele tinha o apoio da família e dinheiro para tentar resolver seu problema, apoio que nem todos tem e talvez fosse esse o problema do rapaz ali atrás que se tornou um mendigo. Mas o rapaz o qual elas falavam, só queria badalação.
Segue um trecho da conversa das pobres garotas:
Uma delas diz:

-       Ele é lindo e rico, vai sair dessa.
-       Eu torço pelo sucesso dele. Disse a amiga
-       Já pensou encontrarmos com ele numa festa?

- Ouve-se gargalhadas e ambas continuam a falar sobre o assunto, enquanto chamam atenção do ponto de ônibus lotado.

-       Eu morro de pena dele amiga, tem uma família que não lhe da atenção direito e foi por isso que ele entrou nessa das drogas e se tornou um viciado.
-       Concordo com você amiga, ele está certo de ir nas festas e detonar o cartão de crédito do pai.
-       Eu queria que ele gastasse comigo!
-       Afirma enfaticamente em voz alta, praticamente gritando, umas das tagarelas, que imediatamente tem o apoio da amiga e riem muito alto daquela imbecil conversa.

Enquanto espero o transporte, pego uma cerveja e acendo um cigarro. Com isso consigo me desligar daquelas pobres moças. Os seus gritos e gestos já não me incomodam mais. Fico conversando com o casal agradável do isopor que me rendeu uma prosa aprazível e algumas latinhas vazias.
Em fim, uma delas pega o ônibus, e da janela grita, me irritando novamente e chamando a atenção de todos que esperavam ali naquele inicio de noite para irem pra casa.

-       Amiga! Não esquece de assistir a novela e me liga nas partes interessantes.
-       Certo. Hoje ele vai brigar na boate e bater o carro, mas fica tudo bem com ele. Eu li na revista hoje no escritório.

Enquanto isso o mendigo continuava pedindo a algumas pessoas que o atendiam e outras o ignoravam assim como fizeram aquelas pobres moças, que delas sim,  eu tenho pena.
Chega meu ônibus, e agora vou curtir o meu final de semana. Se não encontrar com esse tipo de imbecis, sem realidade, em alguma para